5/12/2011 12:08 pm

Pecuaristas e Governo reforçam parceria

Mais quatro milhões de doses de vacina contra aftosa já foram vendidas nesta segunda etapa da campanha.

texto vitria04.12Pecuaristas e governo reforçam parceria no combate à febre aftosa

A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa está sendo realizada em todo o estado do Maranhão até o dia 14 de dezembro. A grande adesão dos criadores à campanha e os investimentos que os governos estadual e federal estão fazendo para erradicar a doença irão refletir na economia do estado (…)

 

Mais quatro milhões de doses de vacina contra aftosa já foram vendidas nesta segunda etapa da campanha.

texto vitria04.12Pecuaristas e governo reforçam parceria no combate à febre aftosa

A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa está sendo realizada em todo o estado do Maranhão até o dia 14 de dezembro. A grande adesão dos criadores à campanha e os investimentos que os governos estadual e federal estão fazendo para erradicar a doença irão refletir na economia do estado, com a nova classificação de zona livre contra a febre aftosa, prevista para acontecer nacionalmente em meados de maio de 2012 e, internacionalmente, no primeiro semestre de 2013, com reconhecimento pela Organização Internacional de Episotias (OIE).

A febre aftosa é considerada uma doença que tem sérios reflexos na economia, pois os raros casos relatados em humanos aconteceram acidentalmente em laboratórios, e não no trato com os animais infectados. Os animais acometidos com febre aftosa são sacrificados e o estado onde há incidência da doença fica proibido de exportar o seu gado, evitando a contaminação de outros animais.

A doença, que afeta animais de casco fendido, tais como bovinos, búfalos, caprinos, ovinos é causada por um vírus que age principalmente sobre bovinos e suínos, sem efeitos sobre o organismo humano.

O surgimento de aftas na língua e feridas nas patas, dificulta a locomoção e alimentação dos animais. “A doença causa uma perda de até 40% no peso do animal e na produção de leite, além de causar infertilidade nas fêmeas, gerando prejuízo para o criador”, explicou a diretora de Defesa, Inspeção e Sanidade Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), Margarida Paula Carreira de Sá Prazeres.

Na década de 70, o Brasil possuía 10.600 focos da doença. A última ocorrência ocorreu em 2006, no estado do Mato Grosso do Sul, quando milhares de animais tiveram que ser sacrificados. Na época, aproximadamente 60 países chegaram a decretar o embargo da carne brasileira.

Desde a década de 90 o Brasil definiu estratégias de combate à febre aftosa, visando a criação de zonas livres da doença, permitindo o trânsito internacional de carne brasileira para os mercados americano e europeu.

Apesar do Maranhão não registrar nenhum caso da doença há cerca de 10 anos, atualmente o estado só pode comercializar carne para outras regiões que possuem a mesma classificação sanitária que a sua, que é de zona de médio risco da doença, alcançada ainda no ano de 2004. Ou seja, não pode comercializar a carne para a maioria dos estados brasileiros que são situados na região Sul, Sudeste e Centro Oeste.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Cláudio Azevedo, explicou que a atual classificação sanitária do Maranhão impede o avanço da pecuária maranhense. “Classificados como zona livre poderemos exportar os animais, além de que novos empreendimentos serão instalados no Maranhão, já que atualmente os empresários não têm segurança em investir num estado em que é classificado como zona de médio risco”, afirmou ele.

O Maranhão possui um rebanho predominante de gado de corte, sendo 90% da raça nelore. O gado leiteiro maranhense, tendo como principal raça a Girolando, está situada sobretudo na Região Tocantina. Ao todo são 7,2 milhões de bovídeos, representando o segundo maior rebanho de bovinos do Nordeste e o terceiro maior de bubalinos do Brasil.

Campanha

A Aged é um órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), responsável por executar a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa desde o dia 14 de novembro. Os órgãos esperam superar o índice de cobertura vacinal atingido na primeira etapa, que foi de 96,59%, o maior registrado nos últimos 10 anos de campanha.

Na opinião do criador de Bacabal e proprietário da Fazenda Conquista, Jorge Luís Silva Costa, os pequenos criadores estão cada vez mais conscientes da obrigatoriedade de vacinar seus animais contra a febre aftosa. “A divulgação da campanha conscientizou de que cada um tem que fazer sua parte, mesmo aqueles que possuem 2 ou 3 animais, porque caso o gado fique com aftosa, o prejuízo será de todos”, disse ele, que já iniciou a vacinação de seu rebanho desde o dia 15 de novembro. “Eu costumo iniciar a vacinação nos primeiros dias da campanha porque eu possuo mais de uma fazenda”, complementou.

Para alcançar a nova classificação junto ao MAPA e à OIE, o governo do Estado e o governo federal definiram algumas metas, dentre elas, manter o índice de cobertura vacinal acima de 90% e fazer a sorologia do rebanho em fevereiro de 2012, para comprovar a inexistência do vírus da aftosa.

Faz parte ainda do acordo a reestruturação e informatização dos escritórios regionais da Aged e a renovação da frota de veículos, que estão sendo providenciadas graças a um convênio assinado entre o governo estadual e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os recursos no valor de R$ 6,5 milhões foram repassados para a Aged para a execução destas ações.

O governo do Maranhão conta também com a parceria da Associação dos Criadores do Estado do Maranhão (Ascem), Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Maranhão (Fundepec), Polícia Rodoviária Federal, Federação da Agricultura do Estado do Maranhão (Faema), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), sindicatos e outras entidades rurais regionais.

O presidente da Ascem, Marco Túlio Dominici, ressaltou o empenho do governo estadual em priorizar a erradicação da aftosa no Maranhão. “A governadora Roseana Sarney reconheceu a importância da classe produtora do Maranhão, que responde por cerca de 22% do PIB do estado”, elogiou Dominici.

 

Texto: Vitória Castro (Sagrima)

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