3/11/2015 5:38 pm

AGED em parceria com o Procon, MP e PM apreendem cerca de duas toneladas de queijo na Região Tocantina

Apreensão queijo

Em uma ação conjunta, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED), Procon, Ministério Público (MP) e a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), realizaram na última quarta-feira (28), uma fiscalização em fábricas, distribuidoras de laticínios e estabelecimentos comerciais, nos municípios de Vila Nova dos Martírios, São Pedro da Água Branca, Açailândia e Imperatriz. A operação resultou na apreensão de cerca de duas toneladas de queijo produzidos de forma irregular na Região Tocantina, que estavam sem as mínimas condições para consumo humano.

A fiscalização foi deflagrada com base em denúncias do Ministério Público, que apura a situação de queijarias clandestinas desde 2012, conforme informação do promotor do consumidor, Sandro Bíscaro. Conforme o promotor há diferença entre o queijo artesanal, fabricado em pequena quantidade, de forma caseira, seguindo critérios de higiene e o queijo clandestino, que não possui controle e nem registro do Estado, oferecendo risco à saúde pública.

Em Vila Nova dos Martírios, os estabelecimentos estavam desativados, mas em um deles foram apreendidas 210 embalagens sem o selo de inspeção e sem informações nutricionais. Em São Pedro da Água Branca, uma queijaria foi interditada e todos os produtos foram apreendidos. Nas cidades de Açailândia e Imperatriz, o foco da ação foi voltado para distribuição e comércio dos produtos, onde mais de 10 estabelecimentos, como supermercados, foram fiscalizados.

De acordo com o presidente do Procon Maranhão, Duarte Júnior, o principal objetivo da operação foi proteger a vida, saúde e segurança dos consumidores por ser  intolerável que situações como essa ainda acontecem no país. “Estamos trabalhando firmemente para extinguir qualquer tipo de afronta aos direitos dos consumidores maranhenses, mas para que nossas ações se tornem cada vez mais eficientes, é preciso que os consumidores denunciem tais práticas, de modo, a permitir o melhor direcionamento das nossas ações”. disse.

Segundo o coordenador de inspeção animal da AGED, Hugo Napoleão Filho, o principal objetivo é oferecer alimento seguro para a população. “E isso é feito através do registro de estabelecimentos de produtos de origem animal nos serviços de inspeção oficial, que  garantem a qualidade do produto”.  Finalizou o coordenador.

 

 

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