19/08/2016 10:17 am

Primeiro período de vazio sanitário da soja é iniciado no Maranhão

O agrônomo da Aged, Eugênio Pires, foi um dos responsáveis pelas fiscalizações do vazio sanitário na região Gerais de Balsas.

O agrônomo da Aged, Eugênio Pires, foi um dos responsáveis pelas fiscalizações do vazio sanitário na região Gerais de Balsas.

O período oficial de vazio sanitário para a cultura da soja no Maranhão se iniciou dia 1º de agosto e segue até 30 de setembro, na região conhecida como Gerais de Balsas, no sul do estado. Durante os dois meses, está proibido o cultivo de plantas de soja e o agricultor precisa destruir ainda as chamadas plantas guaxas ou tigüeras, aquelas que germinam voluntariamente a partir de grãos desperdiçados na colheita ou no transporte da safra. De 08 a 12, mais de 30 propriedades foram fiscalizadas pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) com o objetivo de garantir a efetividade da medida.

O vazio sanitário da soja visa impedir a disseminação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, na safra do próximo ano. Como o fungo precisa do hospedeiro vivo para obter seu alimento, ao se eliminar toda planta viva de soja, quebra-se também o seu ciclo de vida. “A ferrugem asiática é uma doença de grande impacto econômico visto que, além da soja, pode se desenvolver em outros hospedeiros, como feijão, atingindo, assim, tanto o grande quanto o pequeno produtor, podendo causar perdas de até 100% da produção de grãos, com evidentes prejuízos socioeconômicos”, alertou o coordenador de Defesa Vegetal da Aged, Hamilton Cruz.

Até agora, já foram fiscalizadas 33 propriedades nos municípios de Balsas, Riachão, Loreto, Sambaíba, Fortaleza dos Nogueiras e São Raimundo das Mangabeiras, totalizando 66 mil hectares. “Acreditamos que a maioria dos produtores percebe a importância do vazio sanitário da soja e percebe também que, com o nosso trabalho de educação, orientação e conscientização estamos contribuindo para o sucesso e produtividade de suas lavouras”, defendeu o chefe da Unidade Regional Balsas da Aged, Eugênio Pires.

Conforme relatou o agrônomo, foi possível identificar que o maior problema, durante o vazio sanitário vegetal nas Regionais Balsas e São João dos Patos, são as plantas voluntárias. De acordo com a legislação maranhense, a eliminação imediata dessas plantas é de responsabilidade do produtor, arrendatário ou ocupante a qualquer título de propriedade agrícola, que explore a cultura da soja no estado.

Atualmente, o estado possui dois períodos de vazio sanitário da soja. Além do período atual, que engloba a Gerais de Balsas, o vazio vai de 15 de setembro a 15 de novembro na região de Chapadinha. No Brasil, 11 estados mais o Distrito Federal adotam o período sem plantas.

Brasília

De 11 a 12 de agosto, a Diretor de Defesa e Inspeção Sanitária Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior, participou de um seminário nacional, organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visando debater o emprego do vazio sanitário, o desenvolvimento de políticas públicas e os compromissos do setor produtivo contra essa ameaça.

“Durante a apresentação de resultados, o Maranhão foi elogiado por termos dois períodos de vazio sanitário, o que aumenta significativamente a prevenção da ferrugem asiática no campo. Sem sombra de dúvida, a viabilidade do cultivo de soja no estado tem uma estreita relação com a adoção dessa medida fitossanitária”, revelou Roberval.

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