4/04/2017 6:32 pm

Ministério da Agricultura atende solicitação do Governo do Maranhão e altera regime de vacinação contra aftosa no Nordeste

Atendendo a uma solicitação da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento alterou o regime de vacinação contra febre aftosa no estado e nos outro oito que compõem a região Nordeste. A partir da campanha deste ano, todo o rebanho será vacinado na primeira etapa, em maio, e apenas os animais até 24 meses serão vacinados na segunda etapa, em novembro.

A medida representa uma economia de quase R$ 9 milhões para os criadores maranhenses, considerando o valor atual da vacina, tendo em vista que, em novembro deste ano, apenas 2,5 milhões de cabeças até 24 meses, de gado bovino e bubalino, precisarão ser vacinadas, em vez dos 7,6 milhões de animais vacinados em novembro de 2016, referente ao total do rebanho do estado. A etapa de maio permanece como vinha sendo realizada nos anos anteriores.

De acordo com o presidente da Aged, Sebastião Anchieta, a mudança é justificada por aspectos econômicos e climáticos da região. “A segunda etapa acontece durante o período de estiagem, quando o índice de queimadas é maior e quando o criador tem mais dificuldades com a nutrição do gado, o que se reflete na vacinação. Por isso a mudança era necessária, sobretudo para que o regime se adequasse à realidade dos produtores. Com isso vamos trabalhar para atingirmos status de livre da febre aftosa sem vacinação.”, explicou.

Na segunda etapa de vacinação contra febre aftosa de 2016, realizada em novembro, o Maranhão conquistou o primeiro lugar do Nordeste, com 98,44% do rebanho imunizado, chegando ao quarto recorde seguido no governo Flávio Dino.

Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Márcio Honaiser, a medida reflete a eficiência do estado no trabalho pela sanidade do rebanho e é fruto do trabalho conjunto da defesa agropecuária e dos produtores. “Os últimos dois anos de recordes de vacinação estão agora sendo reconhecidos, proporcionando uma economia para o criador e dando a ele a oportunidade de investir em outros aspectos importantes para o rebanho, como manejo, nutrição e mesmo no combate a outras doenças, como brucelose e tuberculose. É uma medida que valoriza nosso gado e o torna ainda mais competitivo”, disse.

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