
No dia 29, foram realizadas duas blitzen em Caxias, nos turnos da manhã e da tarde, como parte do treinamento prático de fiscalização agropecuária móvel.
Em virtude da intensificação da fiscalização sanitária no Maranhão, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged/MA) capacitou 36 médicos veterinários, agrônomos e técnicos em fiscalização agropecuária, nos dias 28 e 29, durante o Treinamento teórico e prático para realização de fiscalização agropecuária móvel, no auditório da Prefeitura de Caxias. O mesmo treinamento será oferecido nos dias 01 e 02 de dezembro, em Santa Inês.
“Estamos encerrando o ano com a capacitação de todos os nossos colaboradores. Elegemos o treinamento sobre a fiscalização do trânsito como uma de nossas prioridades, pois ela é fundamental para melhorar nosso trabalho em campo e nossa atuação junto à população, garantindo alimentos seguros”, destacou o presidente da Aged/MA, Sebastião Anchieta.
Durante o primeiro dia de curso, funcionários das Regionais Balsas, São João dos Patos, Presidente Dutra, Barra do Corda, Bacabal, Pedreiras, Chapadinha, Codó e Caxias receberam instruções sobre a legislação de trânsito agropecuário, sobre os produtos de interesse da fiscalização e sobre a necessidade de apreensão e destruição de determinados alimentos, entre outros. No dia 29, os fiscais foram divididos em dois grupos para a realização de blitzen na cidade.
“A fiscalização do trânsito tem papel fundamental no controle epidemiológico que a Aged executa. Por exemplo, no caso das aves, com esse trabalho, podemos evitar que doenças que não estão presentes em nosso estado entrem e prejudiquem a sanidade das nossas aves” exemplificou a Coordenadora de Educação Sanitária da Aged/MA, Viramy Almeida.
Trânsito
Em maio e agosto, os técnicos de fiscalização da Aged, que atuavam nos postos fixos de fiscalização agropecuária receberam cursos de Abordagem segura e proteção pessoal, ministrada pela Polícia Militar do Maranhão, bem de procedimentos de verificação de produtos de origem animal, documentação exigida para transporte de cargas animais e vegetais, entre outros assuntos. Com este treinamento, espera-se capacitar mais 72 funcionários para o trabalho.

Agrônomo da Aged durante desinterdição de agrotóxicos em propriedade rural.
A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) acompanhou, nos dias 19 e 20, o recolhimento de 40 litros de agrotóxicos, que tinham sido interditados por estarem fora da data de validade, em duas propriedades rurais e uma revenda, nos municípios de Caxias, Timon e Duque Bacelar. Ao longo do primeiro semestre, a Unidade Regional Caxias já desinterditou para a destinação correta 75 litros de defensivos agrícolas vencidos, mas 560 permanecem interditados.
Conforme explica o agrônomo Francisco Rodrigues, compete à Aged fiscalizar o uso, a comercialização e a destinação de agrotóxicos no estado. “O trabalho de fiscalização de agrotóxicos vem se tornando cada vez mais importante, na medida em que possibilita a retirada de circulação de produtos impróprios para o uso, e os números, em Caxias, vêm demonstrando isso”, defende. Atualmente, nos municípios de Parnarama, São João do Sóter, Coelho Neto e Timon, existem 560 litros de agrotóxicos fora da data de validade interditados.
“O agrotóxico vencido é impróprio para o uso porque ele não trata a cultura, não consegue matar a praga, logo, não vai ter a eficiência esperada. E, mesmo sem ter a eficiência esperada, continua sendo um produto tóxico ao homem e contaminante para o meio ambiente”, esclarece a coordenadora de Inspeção Vegetal, Filomena Antonia de Carvalho.
Quando um agrotóxico vencido é identificado pela Aged, o produto é interditado e seu fabricante é notificado para que realize o recolhimento. Em seguida, o fabricante deve agendar uma data para desinterdição do produto com a Agência, para que possa ser feita a retirada. “De acordo com a legislação federal e estadual, compete a quem fabricou o produto desativar a molécula. Somente a indústria tem competência para dar o destino adequado. Nós interditamos o produto na propriedade ou no comércio e o fabricante tem até 120 dias para recolher e dar o destino”, informa Filomena.

Os fiscais também fizeram levantamento fitossanitário para detecção de pragas nas propriedades.
Como parte da intensificação da fiscalização do uso do inseticida Benzoato de Emamectina no estado, a Unidade Regional Caxias da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) inspecionou o uso e armazenamento de agrotóxicos, bem como realizou o levantamento fitossanitário em propriedades rurais no município de Parnarama, na quarta-feira (15).
A operação, que fiscalizou as dependências da Fazenda Patos e Fazenda Corrente, tinha como principal objetivo observar o uso do inseticida Benzoato de Emamectina, cujo uso é liberado apenas após autorização da Aged. “Esta fiscalização está sendo realizada da mesma forma do que já foi feito em outros municípios que integram a Unidade Regional Caxias. Nossa equipe está cada vez mais presente e em estado de alerta para coibir o uso indevido desse produto”, ressaltou o fiscal agropecuário Francisco Rodrigues da Silva.
Após inspecionar os depósitos de agrotóxicos, a validade dos produtos, o cadastro e registro desses na Agência e no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além das condições de armazenamento e destinação das embalagens vazias, a equipe técnica de Caxias interditou um estoque de 235 litros e 51,5 kg de outros tipos de agrotóxicos, que estavam vencidos.
Força tarefa
Na mesma semana em que a Aged realizou a operação em Parnarama. As equipes de São Luís, Balsas, Viana e São João dos Patos fiscalizaram 27 propriedades em nove municípios maranhenses. “Esse trabalho é uma força tarefa em busca de Benzoato ilegal em propriedades rurais das regiões produtoras de grãos”, esclarece o diretor de Defesa e Inspeção Vegetal da Aged, Roberval Raposo Júnior.

Fiscais avaliam depósito de embalagens de agrotóxicos na empresa rural TG Agroindustrial.
A Agência Estadual de Defesa Agropecuária, por meio da Unidade Regional de Caxias, iniciou o levantamento fitossanitário em propriedades rurais dos municípios de Aldeias Altas e Afonso Cunha, na segunda (16), com o objetivo de detectar a presença da praga Amaranthus palmeri, que pode competir com as culturas de soja e milho. Na ocasião, os fiscais também realizaram o georreferenciamento da área, atualizaram o cadastro das propriedades e fiscalizaram o uso e o descarte de embalagens de agrotóxicos.
No levantamento que aconteceu na propriedade da TG Agroindustrial, situada em Aldeias Altas, e na Fazenda Bela Vista, em Afonso Cunha, os fiscais agropecuários da Agência inspecionaram cerca de 8.500 hectares de área cultivada com cana-de-açúcar e, 4 mil hectares, com soja. “Com essas ações, buscamos orientar o produtor quanto aos métodos aceitos pela legislação para combate ou controle das pragas das principais culturas de importância nacional e estadual, como as pragas da soja, da banana, entre outras”, explica o coordenador de Defesa Vegetal da Aged, Hamilton Cruz.
Além da Amaranthus palmeri, principal praga do algodoeiro nos Estados Unidos que também pode afetar a cultura da soja, os fiscais investigaram se havia sinais de outras pragas com potencial de dano econômico. No caso da cultura da cana-de-açúcar, por exemplo, uma doença importante é a Ferrugem Alaranjada (Puccinia kuehnii). Nenhum sintoma dessas doenças foi observado durante o levantamento nas propriedades.
Agrotóxicos
Durante as ações de levantamento fitossanitário, a Aged também fiscaliza o uso e a destinação correta de embalagens vazias de agrotóxicos. Os fiscais observam se os produtos estão sendo armazenados de forma correta, suas datas de validade e se as embalagens vazias foram submetidas ao processo de tríplice lavagem, perfuração e armazenamento temporário. “A programação da Diretoria Vegetal é fazer essas fiscalizações, especialmente de agrotóxicos, como rotina, em uase todas as Unidades Regionais”, revela Hamilton.
A fiscalização dos agrotóxicos é uma das prioridades da Aged por ter implicação direta na produção de alimentos seguros, na saúde do agricultor, e no meio ambiente. “Observa-se que as ocorrências passíveis de punição legal têm diminuído ao longo dos anos e isso se deve ao trabalho realizado pelas equipes de fiscalização, bem como à conscientização através das ações de Educação Sanitária”, defendeu o coordenador.
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