
Nas expedições da Aged, os morcegos capturados são tratados com pasta anticoagulante.
Além de promover ações de educação sanitária em escolas, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) realiza, desde terça-feira (27), uma expedição de captura de morcegos hematófagos, principais transmissores da raiva dos herbívoros, em São Domingos do Maranhão. A ação faz parte da programação da Agência para marcar o Dia Mundial Contra a Raiva, comemorado no dia 28 de setembro.
Considerada uma das zoonoses (doenças dos animais que podem ser transmitidas ao homem) mais importantes para a saúde pública, a raiva é uma doença letal que também tem elevado custo econômico para a pecuária. No Maranhão, só nos últimos dois anos, foram registrados casos de raiva dos herbívoros em Cidelândia, Açailândia, Bom Jardim, Turiaçu, Jenipapo dos Vieiras, Santa Luzia, Sítio Novo, São Domingos do Maranhão, Caxias e Presidente Dutra.
“Desde 2002, com a instituição do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), os serviços veterinários oficiais do Brasil têm o objetivo de baixar a prevalência da raiva na população de herbívoros domésticos por meio da vacinação, do controle de transmissores e de ações educativas”, esclarece a responsável pelo programa na Aged, Sonivalde Santana.
Após a confirmação de um caso de raiva em um bovino, no fim de agosto, em São Domingos, a Aged organizou uma expedição de captura de morcegos hematófagos com a finalidade de diminuir o risco de transmissão da doença. O objetivo da ação é coletar o maior número de animais e tratá-los com pasta anticoagulante. “Como eles têm o hábito de se lamber, em poucos dias, um dos morcegos que capturamos pode matar de 15 a 20 outros”, explica a veterinária.
O Dia Mundial Contra a Raiva é uma iniciativa da Aliança Mundial de Luta contra a Raiva (Alliance for Rabies Control – ARC), entidade não-governamental que promove ações de prevenção e esclarecimento em países onde a raiva ainda é um problema da saúde pública. Mais de 120 países se mobilizam neste dia para conscientizar a população quanto ao impacto da raiva humana e animal, sobre quão fácil é preveni-la e sobre como eliminar as principais fontes mundiais da doença.
Além da captura de morcegos, a Aged também atua promovendo a vacinação anual de bovinos e bubalinos em todo o estado.

Os fiscais agropecuários da Aged orientaram e acompanharam os pesquisadores da UEMA na coleta de morcegos.
A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA – Caxias) coletaram aproximadamente 180 morcegos, de quatro famílias diferentes, durante pesquisa de campo nos municípios de Carutapera, Cândido Mendes, Godofredo Viana e Turiaçu, de 31 de maio a 10 de junho. Os animais capturados farão parte de um estudo que pretende investigar a circulação do vírus da raiva no Maranhão e no Pará.
A Aged, através do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e do apoio dos fiscais agropecuários das Unidades Regionais Zé Doca e Pinheiro, colaborou com a pesquisa desde o deslocamento até às atividades em campo. “A equipe tem grande experiência com as metodologias utilizadas no projeto, sendo excelente manejadora de morcegos. Aliado a isso, a equipe da Aged detém um grande conhecimento das áreas amostradas no projeto, o que facilitou muito o acesso às áreas de interesse”, reconheceu o pesquisador da UEMA Bruno Campos.
Segundo a responsável pelo PNCRH no Maranhão, Sonivalde Santana, a pesquisa deve fornecer informações relevantes quanto à genética, à biodiversidade e aos hábitos dos morcegos da família Phyllostomidae, que é a mais numerosa no território brasileiro. “Futuramente, acreditamos que essa pesquisa vai dar suporte ao nosso trabalho de controle da raiva no estado”, garantiu.
O projeto de pesquisa, intitulado “Caracterização molecular de morcegos com ênfase na família Phyllostomidae na rota do surto da raiva, nos municípios maranhense e paraense”, é coordenado pela professora Dr.ª Maria Claudene Barros, do mestrado em Ciência Animal do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC). O estudo inclui quase 10 alunos e está em sua primeira fase. A mesma atividade de campo também será realizada no Pará.
Raiva em herbívoros
O morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus, que também faz parte da família phyllostomidae, é o principal transmissor da raiva para bovinos e equinos. Nas regiões contempladas pela pesquisa, foram identificados cinco focos da doença, entre 2013 e 2014, no município de Turiaçu. Além disso, nos quatro municípios selecionados para a coleta inicial, existe a obrigatoriedade da vacinação antirrábica de bovinos e bubalinos desde a aprovação da Portaria Nº 602, de 10 de agosto de 2015.

Captura de morcegos em zona rural de São Luís.
Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) e Universidade Estadual do Maranhão (UEMA – Caxias) iniciam pesquisa que pretende estudar a circulação do vírus da raiva nos municípios de Carutapera, Cândido Mendes, Godofredo Viana e Turiaçu. De 31 de maio a 13 de junho, a equipe do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) da Aged, bem como os fiscais agropecuários das Unidades Regionais de Zé Doca e Pinheiro, realizam ações de captura de morcegos para exame laboratorial.
Segundo a responsável pelo PNCRH no Maranhão, Sonivalde Santana, a pesquisa deve fornecer informações relevantes quanto à genética, a biodiversidade e os hábitos dos morcegos da família Phyllostomidae, a mais numerosa no território brasileiro, nas regiões estudadas. “Vamos acompanhar e apoiar os pesquisadores com a nossa expertise em captura de morcegos. Futuramente, acreditamos que essa pesquisa vai dar suporte ao nosso trabalho de controle da raiva no estado”, garantiu.
O projeto de pesquisa, intitulado “Caracterização molecular de morcegos com ênfase na família Phyllostomidae na rota do surto da raiva, nos municípios maranhense e paraense”, é coordenado pela professora Dr.ª Maria Claudene Barros, do mestrado em Ciência Animal do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC). O estudo inclui quase 10 alunos e está em sua primeira fase. O mesmo procedimento será executado, posteriormente, no Pará.
Raiva em herbívoros
O morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus, que também faz parte da família phyllostomidae, é o principal transmissor da raiva para bovinos e equinos. Nas regiões contempladas pela pesquisa, foram identificados cinco focos da doença, entre 2013 e 2014, no município de Turiaçu. Além disso, nos quatro municípios selecionados para a coleta inicial, existe a obrigatoriedade da vacinação antirrábica de bovinos e bubalinos desde a aprovação da Portaria Nº 602, de 10 de agosto de 2015.

Captura de morcegos em zona rural de São Luís.
De 02 a 06, a equipe da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) iniciou uma busca por novos abrigos de morcegos hematófagos e realizou o monitoramento de 19 focos já cadastrados em São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
As ações de busca ativa, cadastramento e monitoramento de abrigos de morcegos acontecem como parte do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), que padroniza as medidas de controle da doença e promove a capacitação permanente dos profissionais que as executam. “Com essas ações, fazemos a vigilância em propriedades rurais para a prevenção da raiva transmitida por morcegos hematófagos nos quatro municípios”, explicou a coordenadora do programa, Sonivalde Silva.
De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Brasil, a principal espécie animal transmissora da raiva ao ser humano continua sendo o cão, embora os morcegos estejam cada vez mais aumentando a sua participação. No caso de bois, cavalos e outros animais herbívoros, a espécie de morcego Desmodus rotundus é apontada como a principal responsável pela transmissão do vírus.
Por isso, além de recomendar a vacinação de herbívoros contra a doença, a Aged busca e monitora lugares onde estes morcegos possam se alojar, como grutas, ocos de árvore, casas abandonadas, pontes, bueiros, entre outros. Na zona rural de São Luís, no povoado Jacú, a equipe encontrou cerca de 25 morcegos em uma casa abandonada. Destes, sete foram capturamos e tratados com pasta anticoagulante. “Como eles têm o hábito de se lamber, em poucos dias, um dos morcegos que capturamos pode matar de 15 a 20 outros morcegos”, explica a coordenadora.
Posteriormente, a equipe deve retornar ao lugar para verificar se algum dos animais permanece vivo. O Setor de Raiva, juntamente com a Unidade Regional de São Luís da Aged, realizará esse trabalho durante todo o mês de maio.
Casos de raiva
Segundo dados da Aged, em 2013 e 2014, registraram-se 27 casos positivos de raiva em herbívoros no Maranhão. Em 2015, o número foi reduzido para 10 casos. Desde esse ano, o governo estadual tem intensificado suas ações de controle da doença, por meio das portarias Nº 602/2015 e 687/2015 da Agência. Com elas, se tornou obrigatória a vacinação antirrábica anual de bovinos e bubalinos, a partir do primeiro dia de vida, em 43 municípios maranhenses.
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