
Com o intuito de contribuir para a habilitação de médicos veterinários no diagnóstico e controle da brucelose e tuberculose, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) participará do XVII Curso de Treinamento e Habilitação em métodos de diagnóstico e controle da brucelose e tuberculose animal e noções básicas em encefalopatia espongiforme transmissível da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), que acontece de 15 a 19 de agosto.
O curso é uma das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), que selecionou as universidades responsáveis por habilitar médicos veterinários. “A Uema, como todas as universidades que são responsáveis pela oferta desse curso, cuida da parte didática, teórica e prática, com o objetivo de levar a habilitação técnica a esses veterinários. O curso é pré-requisito para que ele seja habilitado a fazer o diagnóstico de brucelose e tuberculose”, explica o coordenador do curso, Hamilton Pereira Santos.
O treinamento, que está em sua 17ª edição, ocorre de acordo com a demanda dos próprios veterinários. Atualmente, essas zoonoses, que são de interesse nas regiões de bacia leiteira, têm recebido maior destaque como consequência da exportação de gado vivo pelo Maranhão e da ampliação da promoção do PNCEBT no estado.
A habilitação é o primeiro passo para que o médico veterinário possa se cadastrar junto ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Aged para vacinar bezerras de 03 a 08 meses contra brucelose e atuar no controle dessas doenças.
Serviço:
Evento: XVII Curso de Treinamento e Habilitação em métodos de diagnóstico e controle da brucelose e tuberculose animal e noções básicas em encefalopatia espongiforme transmissível.
Quando: 15 a 19 de agosto
Onde: Curso de Medicina Veterinária da Uema – Campus São Luís.
Investimento: R$ 700,00 reais
Contatos: (98) 3218 8438 – 981550761.

Os fiscais agropecuários da Aged orientaram e acompanharam os pesquisadores da UEMA na coleta de morcegos.
A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA – Caxias) coletaram aproximadamente 180 morcegos, de quatro famílias diferentes, durante pesquisa de campo nos municípios de Carutapera, Cândido Mendes, Godofredo Viana e Turiaçu, de 31 de maio a 10 de junho. Os animais capturados farão parte de um estudo que pretende investigar a circulação do vírus da raiva no Maranhão e no Pará.
A Aged, através do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e do apoio dos fiscais agropecuários das Unidades Regionais Zé Doca e Pinheiro, colaborou com a pesquisa desde o deslocamento até às atividades em campo. “A equipe tem grande experiência com as metodologias utilizadas no projeto, sendo excelente manejadora de morcegos. Aliado a isso, a equipe da Aged detém um grande conhecimento das áreas amostradas no projeto, o que facilitou muito o acesso às áreas de interesse”, reconheceu o pesquisador da UEMA Bruno Campos.
Segundo a responsável pelo PNCRH no Maranhão, Sonivalde Santana, a pesquisa deve fornecer informações relevantes quanto à genética, à biodiversidade e aos hábitos dos morcegos da família Phyllostomidae, que é a mais numerosa no território brasileiro. “Futuramente, acreditamos que essa pesquisa vai dar suporte ao nosso trabalho de controle da raiva no estado”, garantiu.
O projeto de pesquisa, intitulado “Caracterização molecular de morcegos com ênfase na família Phyllostomidae na rota do surto da raiva, nos municípios maranhense e paraense”, é coordenado pela professora Dr.ª Maria Claudene Barros, do mestrado em Ciência Animal do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC). O estudo inclui quase 10 alunos e está em sua primeira fase. A mesma atividade de campo também será realizada no Pará.
Raiva em herbívoros
O morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus, que também faz parte da família phyllostomidae, é o principal transmissor da raiva para bovinos e equinos. Nas regiões contempladas pela pesquisa, foram identificados cinco focos da doença, entre 2013 e 2014, no município de Turiaçu. Além disso, nos quatro municípios selecionados para a coleta inicial, existe a obrigatoriedade da vacinação antirrábica de bovinos e bubalinos desde a aprovação da Portaria Nº 602, de 10 de agosto de 2015.
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