Por: Dariana Calado
Edição: Ricardo Castro
21/01/2026

A atuação do Médico Veterinário no Departamento de Inspeção Final (DIF) é uma etapa essencial dentro da inspeção oficial em estabelecimentos de abate.
É nesse setor que ocorre uma avaliação criteriosa e detalhada das carcaças e vísceras dos animais abatidos, com o objetivo de identificar alterações que comprometam a segurança e a qualidade do produto para o consumo humano. Diferente da inspeção post mortem realizada nas linhas, o DIF permite uma análise mais aprofundada, técnica e muitas vezes decisiva.
No Departamento de Inspeção Final, o Médico Veterinário realiza a avaliação completa da carcaça, vísceras e cabeça, correlacionando os achados com os sinais clínicos observados no ante mortem ou com alterações detectadas nas linhas de inspeção no post mortem.
Com base nos critérios definidos pelo RIISPOA e normas complementares, cabe ao fiscal decidir o destino do produto: Liberação ou condenação, assegurando que apenas alimentos seguros sigam para o consumo.
É também no DIF que o fiscal pode detectar doenças de alta relevância para a saúde pública, como tuberculose, brucelose, cisticercose, actinobacilose, linfadenites, abscessos, icterícia, entre outras. Essas condições exigem julgamento criterioso e conhecimento técnico, reforçando o papel do médico veterinário como garantidor da inocuidade dos alimentos e protetor da saúde coletiva.
O DIF, portanto, é um ponto estratégico de decisão sanitária.
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