Por: Ricardo Castro
Edição: Dariana Calado
20/01/2026
A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED) realizou nesta semana uma série de ações e orientação, fiscalização e educação sanitária em povoados localizados entre os municípios de Buriti e Brejo, às margens do Rio Parnaíba. A iniciativa teve como objetivo conscientizar criadores de suínos e a população em geral da importância da sanidade destes animais e também com foco na prevenção para a Peste Suína Clássica (PSC), após a ocorrência de foco confirmado na cidade de Porto, no estado vizinho do Piauí.

O trabalho ocorreu em áreas consideradas estratégicas devido ao trânsito fluvial e terrestre de animais entre os municípios, envolvendo povoados que fazem ligação com o Piauí por meio do Rio Parnaíba. Durante as atividades equipes da AGED realizaram visitas, conversas com moradores e criadores, além de blitz educativas e de conscientização tanto em vias terrestres quanto em embarcações que fazem o trajeto Porto-PI e Brejo-MA.

Entre as principais orientações repassadas aos criadores, comerciantes e transportadores de animais, destacaram-se: coibir a entrada de suínos no Maranhão sem emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA), notificar imediatamente qualquer suspeita de doença ou mortalidade incomum nos plantéis, dentre outras.

Além dos fiscais estaduais agropecuários, as ações contaram com o apoio de técnicos e da Polícia Militar de Buriti, reforçando a abordagem em áreas de maior circulação. O objetivo é preservar a sanidade dos rebanhos locais.
Para o fiscal estadual agropecuário e chefe da Unidade Regional da AGED de Chapadinha, Carlos Henrique Fernandes, a mobilização é fundamental para garantir a segurança sanitária da região. Segundo ele, o diálogo com a população ribeirinha tem desempenhado um papel importante na prevenção da doença.

“A presença da AGED nos povoados ribeirinhos tem caráter preventivo e educativo. Estamos prestando todas as informações sobre a doença, o trânsito de animais e a colaboração dos criadores e comerciantes é essencial para que o foco da doença não ultrapasse o rio e não comprometa a produção local. A vigilância precisa ser coletiva”, destacou Carlos Henrique.
A AGED continuará monitorando a região, ampliando o trabalho de vigilância ativa, orientando a população e mantendo articulação com órgãos de segurança e defesa sanitária, tanto do Maranhão quanto do Piauí, para garantir uma resposta rápida e eficaz.
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